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O LEGADO DE SOLANO TRINDADE PARA A ARTE CAXIENSE, O TEATRO E O PENSAMENTO NEGRO NO BRASIL

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Por Clara Crível.

Solano Trindade foi fundamental para o desenvolvimento do teatro e da arte e cultura negra no Brasil e sua passagem pelo município de Duque de Caxias honra a cidade. Nascido em no bairro São José, Recife, em 24 de julho de 1908, dentre suas atribuições constam operário, comerciário, poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo, cineasta e militante do Movimento Negro. Ainda em sua cidade natal, iniciou seus estudos de teatro no Liceu de Artes e Ofícios, sempre fascinado com as expressões culturais locais.

Participou do I Congresso Afro-Brasileiro, em Recife, organizado por Gilberto Freyre, em 1935. Ali já formava uma consciência sobre o papel dos negros na sociedade brasileira. Em 1936 fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-Brasileira para o desenvolvimento do pensamento crítico e artístico dos negros para sua emancipação intelectual. Neste mesmo ano, lançou seu primeiro livro: Poemas Negros.

Na década seguinte se estabeleceu no Rio de Janeiro, iniciando o diálogo artístico e cultural, principalmente com outros artistas negros, como Abdias Nascimento que fundou em 1944 o TEM (Teatro Experimental Negro).

Sua passagem por Duque de Caxias foi marcada pela fundação em 1950 do Teatro Popular Brasileiro, com sua esposa, Margarida Trindade e  Edison Carneiro, recebendo operários e domésticas no elenco e levando seus espetáculos, inclusive, à Europa.

Posteriormente, foi residir em São Paulo e na cidade de Embú, mais bem conhecida como Embú das Artes.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 1974, e seu legado artístico, cultural e crítico sobre a existência dos negros no Brasil deve ser sempre exaltado.

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PARA SABER MAIS

Documentários

Entenda a importância de Solano Trindade

Produção: Canal Preto

O legado de Solano Trindade

Direção: Karina Peron

Solano Trindade: O vento forte do levante

Direção: Rodrigo Dutra

Livros

Poemas negros. Recife: Edição do autor, 1936.

Poemas d´uma vida simples. Rio de Janeiro, 1944.

Seis tempos de poesia. São Paulo: A. Melo, 1958.

Cantares ao meu povo. São Paulo: Editora Fulgor, 1961.

Quilombos e Tiradentes na Baixada Fluminense: Uma Homenagem a Solano Trindade

Dalva Lazaroni

Teatro

Teatro Popular Solano Trindade

Fotos: Reprodução.